quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O FAROL


Vivendo nós bem perto do promontório da lua não podiamos deixar de ser apaixondos pelo Cabo da Roca e fascinados pelo seu farol bem como por toda a temática que envolve este 'GPS' luminoso.
Cá em casa temos um :)

O termo farol deriva de Pharos, guardião da ilha que lhe deu o nome, próxima da cidade de Alexandria onde, no ano 280 A.C., foi erguido o farol de Alexandria — o primeiro farol; uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Desde os primordios da navegação que o homem sentiu a necessidade de ajudas, referências terrestres naturais. Acendiam fogueiras ou grandes luzes de azeite para sinalizar perigos, pontas de terra proeminentes ou a localização de portos. As fontes de alimentação da luz foram melhorando, tendo sido o azeite substituído pelo petróleo e pelo gás, e posteriormente pela electricidade.

Passando as marcas a dispor de fonte luminosa fixa, facilmente se confundia com outras luzes em terra ou a bordo de embarcações. Então foram inventados vários aparelhos ópticos, que conjugavam espelhos, reflectores e lentes, montados em mecanismos de rotação, não só para melhorar o alcance da luz como para as luzes dos farois passarem a apresentar algum critério na sua colocação para distinguir uma marca de outra e conhecer qual a sequência correcta de passagem pelas marcas, conferirindo características distintas a cada farol.

Não existe por isso dois faróis iguais, tanto em termos arquitectónicos como da “linguagem” utilizada. Cada farol tem uma forma própria de se “expressar”. Isto é, o sinal que emite é único e a razão é simples: o navio tem que identificar a terra por onde passa!!
A identificação é feita em termos de duração, forma como pisca e côr da luz.
Quanto ao alcance, depende da curvatura da terra, da altura do farol e do observador em relação ao nível mar, da potência da luz do aparelho e das condições atmosféricas.

Os farois incluem para além da torre (geralmente redonda para minimizar o impacto do vento na estrutura), a habitação do faroleiro, armazéns, casa do gerador de emergência, e 'A CASA DA RONCA' (aviso sonoro em dias de nevoeiro), aquele som grave que nos faz arrepiar e lembrar a bravura de quem está no mar naquela altura.

Na era do GPS e do piloto automático, os faróis poderiam parecer obsoletos mas não é o que acontece; eles continuam a ser preciosos na ajuda que prestam aos navios. A luz de um farol ainda transmite aos navegantes um sentimento de segurança, uma sensação de conforto e, muitas vezes, uma esperança no meio de uma tempestade. É uma referência dum porto seguro e muitas vezes onde a familia os espera.

Só por curiosidade em Portugal admite-se a existência duma antiga estrutura de sinalética náutica no sítio arqueológico 'Espigão das Ruivas' que fica situado no extremo ocidental do concelho de Cascais, lugar que a tradição designa como Porto de Touro ou Guincho Velho, e que terá direito a post próprio em breve :)

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